Apresentação

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domingo, 20 de junho de 2010

A Relatividade dos Minutos

21/10/2008

Um carro bateu,
um sino tocou
Alguem buzinou,
um cachorro latiu.
Mas a gente não ligou.
As horas passaram,
e perdemos o onibus
Os minutos passaram,
e não perdemos nada.
E mesmo assim não ligamos
Os comprimissos esperaram
Os amigos esperaram,
Tudo esperou
pela relatividade de nosso tempo
pra nós alguns minutos,
pra eles, muitos.
Perdida em seus beijos,
Eu perdi a hora e o tempo,
E o carro,
O sino,
a buzina
e o cachorro
Passaram despercebidos

Um comentário:

Natália disse...

Eu ainda gosto muito desse poema. É lindo.