04/05/2009
Logo que aprendi a andar, aprendi também a fugir.
Os primeiros passos se tornaram as primeiras investidas.
Fugia de tudo, de minha mãe, de meu pai, avó, parentes, todos.
Os anos se passaram e o habito de fugir não passou.
Quando criança, fugia de casa para nunca mais voltar
até que me encontravam e me traziam de volta.
Na adolescência eu me acostumei a fugir dos problemas, da realidade
Fugir de tudo que me pressionava, de decisões e situações difíceis.
Mas não havia mais ninguém para me encontrar e trazer de volta.