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domingo, 5 de setembro de 2010

Para aqueles que morrem chorando 2

Na cidade a caminhar
ninguém a te acompanhar
procurando sem encontrar
algo ou alguém familiar

A solidão bate forte
e, naquele instante quase vital,
fez-se prisioneira da morte
desta cidade tão visceral

O corpo inerte e febril
agoniza lentamente
sendo vitima de um descaso vil
no concreto a cabeça dormente

Uma lagrima úmida correu
sem despertar nenhuma atenção
não pôde lutar contra o breu
nem reanimar seu coração

Flores, aromas inebriantes
nas narinas que já não sentem.
Para a cidade, mais um passante
esquecido, apenas um indigente

A cidade não parou,
naquele momento, por ninguém
acho que nem mesmo notou
as mudas lágrimas de alguém.

5 comentários:

Ana Andreolli disse...

e esse vai pro concurso??

gostei dele, reli o primeiro pra encontrar uma ligação! ehehe

Samedi disse...

q gracinha de poema *__*, ja ganhou \o huhuhu

[ Dk ] Mateus disse...

Mais uma vez me surpreendo com sua sensibilidade. Embora não esteja definido o caso que colocou alguém tão triste para rodar na cidade, a solidão de uma metrópole (ou cidadezinha qualquer) ficou bem expressa. Gostei, e vi esta solidão passar pela minha frente como se eu estivesse habitando ela... Gosto dos seus poemas pq eles dialogam com o interior da gente, nos colocando neste lugar.

Parabéns Má, pela sensibilidade. Só espero que você não tenha passado por isso que descreve no poema. Me mataria se isso for vivencia sua, e eu não estive por perto pra oferecer um abraço.

Bjão!

CAROL disse...

Boas composicoes. Estou te linkando e espero passar mais vezes por aqui. Qualquer coisa é só deixar um commentário ;)

http://lirasdeamor.blogspot.com/

Luana Conti disse...

"A cidade não parou,
naquele momento, por ninguém
acho que nem mesmo notou
as mudas lágrimas de alguém."


ADORO POESIA...
e você, menina, tem a cara da poesia


parabéns,
L.